Oportunidades

Vantajosa para birô e indústria, impressão digital é perfeita para explorar o mercado de bolsas

A impressão digital aplicada a acessórios de moda no Brasil tem caído no gosto de estilistas, uma boa notícia para a indústria de máquinas e também para os birôs, que têm acompanhado o crescimento do mercado nos últimos anos, seguindo uma tendência mundial. Bolsas, queridinha de muitas mulheres, têm espaço garantido nessa seara.

Nos dois lados da moeda, a velocidade é a maior vantagem, acredita João Marcos Dalla Rosa, fundador do Real Estúdio, especializado em estamparia digital. “Para o profissional da indústria, na hora de desenvolver suas amostras e pilotos de produção. Para o profissional do birô, com a possibilidade de atender pequenas quantidades em tempos curtos.”

São vários os motivos para apostar nesse segmento de mercado: não gerar efluentes, possibilidades ilimitadas de criação de estampas, ambiente de produção mais limpo e velocidade na criação de amostras e pilotos das coleções. Além disso, é feita a eliminação dos estoques de produto acabado, já que a produção é sob demanda.

Empresários de birô que ainda têm um pé atrás com estamparia digital, principalmente em razão do custo de equipamentos e suprimentos, precisam levar em consideração a diversidade que esse estilo de impressão permite, algo altamente relevante às coleções de moda. “É, sim, mais caro, no entanto o preço das tintas vem caindo e hoje, com as máquinas mais modernas, já é possível produzir lotes médios com um custo total menor que os processos convencionais”, considera Dalla Rosa.

Produção
Apesar das texturas e de elementos como fechos e alças, não há dificuldade para a produção de bolsas com produção digital. Todo o processo de estamparia é feito antes de qualquer aplicação. Só depois vem talha, costura e montagem. Assim, o acabamento não fica comprometido.

Impulsionadas pela liberdade criativa que a estampa digital possibilita aos designers, as estampas não têm seguido uma tendência rígida de padronagem. O especialista acredita, aliás, que isso tende a acabar e o desenvolvimento de peças possa ser direcionado para o desejo de compra do consumidor.

“Preço das tintas vem caindo e hoje, com as máquinas mais modernas, já é possível produzir lotes médios com custo total menor que os processos convencionais”, diz Dalla Rosa.

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