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Impressão sublimática: tecnologia digital x tecnologia analógica


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A sublimação, técnica muito utilizada para impressão de substratos com resina de poliéster e tecidos com poliéster em sua composição, consiste na impressão de uma imagem no papel e transferência para a base através de calor e pressão. O resultado final desse processo pode ser encontrado em diversos segmentos, como decoração, brindes, comunicação visual e têxtil.

Como ela pode ser feita:

Existem duas tecnologias para aplicar a sublimação: digital e analógica. Essa última ainda é muito comum e tradicional no mercado e pode ser feita pelas técnicas de Silk Screen ou Offset.

• Silk Screen – a estamparia a quadros é um dos processos mais antigos de impressão, considerada uma técnica bastante artesanal. Para cada cor a ser impressa,  uma tela através de fotolitos é gravada. A tela é fixada em uma plataforma rígida e posicionada sobre a superfície a ser impressa.

Essa tecnologia implica algumas dificuldades como, por exemplo, a precisão no encaixe entre as cores. Como cada cor é impressa em uma mesa diferente, pode existir uma dificuldade no alinhamento cada vez que a folha é impressa. Além disso, essa técnica também requer um amplo espaço para as mesas de serigrafia, normalmente os ambientes são muito quentes e o trabalho demanda vários operadores – até um por mesa – para que a sequência seja ágil.

• Offset – assim como o processo anterior, a prática é bastante utilizada para impressão de grandes tiragens. Como exige a confecção de fotolitos e chapas/telas de impressão, o custo de materiais impressos por essa técnica não é satisfatório para pequenas produções. No processo Offset, o espaço físico é essencial para ter o equipamento certo instalado, a impressão das folhas é executada por máquinas que ocupam grandes áreas, além de serem muito caras.

Já no processo de impressão digital, com a evolução do mercado, tanto na moda como na comunicação visual, surgiu a necessidade de uma nova tecnologia de impressão para atender demandas exclusivas. Com isso, essa técnica está ganhando cada vez mais espaço no mercado de sublimação. O papel (em folhas ou bobinas) é impresso em máquinas que ocupam pouco espaço e demandam intervenção mínima do operador. Além da mão de obra e do espaço físico reduzidos, a tecnologia digital dispensa o uso de fotolitos, proporcionando maior viabilidade e economia à sublimação.

Independentemente do método, alguns fatores interferem na qualidade do produto final, sendo o principal a superfície do substrato onde será transferida a imagem que está no papel. No caso de impressão em tecidos, quanto maior a concentração de poliéster, maior a vivacidade das cores.

Na impressão digital, a sublimação é responsável por mais de 50% do volume de produção nacional na indústria têxtil e hoje conta com mais de 3.500 impressoras de grande formato (maior que 110 cm) instaladas no Brasil.

Alcançando alta velocidade de impressão com qualidade superior às impressões analógicas, o digital também proporciona a produção de itens exclusivos e personalizados, principalmente no mercado de moda. Em relação aos custos, este permite que o custo unitário seja o quase o mesmo para fazer uma ou mil peças com a mesma estampa, pois sempre irá utilizar somente a tinta, o papel e o substrato de impressão, sem a necessidade de setup.

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