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Estampa rotativa: veja as principais maneiras de aplicar a técnica em seus produtos

O design de estampas tem sido cada vez mais valorizado pelo mercado têxtil. Por isso, conhecer a fundo as principais formas de aplicá-las em seus produtos pode ser um importante diferencial competitivo. Como já dissemos por aqui, a estampa rotativa (ou corrida) é um dos tipos mais utilizados pelas empresas do setor. O seu processo de impressão preenche toda a superfície ou áreas pré-determinadas dos tecidos e pode ser aplicado de quatro maneiras diferentes.

Confira, a seguir, as principais características de cada uma delas, lembrando que, como ressalta Sophia Longo, instrutora da ICS (Innovation Creative Space), “o tipo de desenho que será impresso deve interferir na escolha do melhor método de impressão.”

Estampa de quadro

Um dos métodos mais utilizados no mercado, a estampa de quadro utiliza armações com telas de nylon de diferentes perfurações. Cada quadro corresponde a uma cor do desenho (podem ser utilizadas oito cores ao todo) e o seu conjunto forma a totalidade. Para gravar um desenho no quadro, utilizam-se dois processos: o digital, onde o desenho é gravado diretamente na tela, e o manual, através do uso de fotolitos.

Neste processo, é fundamental que a arte criada não deixe à mostra as emendas. Além disso, o desenho precisa se complementar para ficar o mais natural possível.

Estampa de cilindro

O processo de estampa corrida de cilindro é bastante similar ao de quadro, a principal diferença é que o desenho passa a ser formado por cilindros metálicos com diferentes perfurações. Além disso, o método costuma ser mais caro do que o primeiro por otimizar a produção.

Para gravar em cilindros, pode-se utilizar gravadoras a laser ou fotolitos, mas vale lembrar que cada um deles corresponde a uma cor diferente – oito ao todo também.

Na hora da aplicação das estampas, os cilindros são colocados em uma máquina, que os movimentará em rotação, estampando, assim, os produtos.

Estampa de falso corrido

Este é, talvez, o processo de estamparia corrida mais viável para pequenas e médias empresas ou para aquelas que não possuem um volume de demanda muito grande. Ele recebe o nome de falso corrido, pois as estampas são aplicadas em recortes de tecidos e não há a necessidade de fazer emendas.

Imagine que esse tipo de impressão seja aplicada em camisetas. Para utilizar o processo de falso corrido, o ideal seria pegar a maior numeração delas e, antes de todas as peças serem costuradas, criar a arte da estampa em um tamanho maior do que a peça em que ela será aplicada.

O quadro criado a partir dessa arte será utilizado para estampar todas as peças e numerações de camisetas. O processo é bem manual e lento, mas o baixo custo pode compensar.

Estampa de sublimação

O processo de sublimação consiste, basicamente, na ação de transferir a estampa de uma impressão em papel offset para o tecido, por meio de uma prensa térmica. O calor e a pressão farão com que a tinta penetre na peça para que, assim, ela seja estampada.

A grande vantagem da sublimação é que podem ser utilizadas quantas cores forem necessárias. Ela também permite imprimir fotografias em camisetas, o que pode abrir um novo mercado de atuação.

Em contrapartida, a sublimação não pode ser aplicada em todos os tipos de tecidos, mas apenas em poliéster, malhas em PA, dry fit, cetim e malhas recicladas PET. Tecidos 100% algodão não podem receber a técnica. Vale ressaltar que, quanto maior for a composição da malha em poliéster, melhor será o resultado visual da estampa e a intensidade das cores.

Quer saber mais sobre a aplicação da estampa rotativa no universo da serigrafia? Continue acompanhando o nosso canal de conteúdo e até a próxima. 

 

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